No período de 01 a 4 de abril, em Salvador (BA), aconteceu o segundo encontro das redes e articulações apoiadas pelo Programa de Apoio Estratégico (PAE), da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE). A reunião contou com a presença de representantes de 07 projetos de todas as regiões do país e ainda com Daniel Cara (Campanha Nacional pelo Direito à Educação) e Verena Glass (Repórter Brasil) que relataram suas experiências de campanha. Um dos objetivos dessa atividade foi promover o intercâmbio e a formação na área de comunicação, entendida como ferramenta fundamental para a transformação social, além de obter insumos sobre a implementação do Programa e a contribuição no processo de sistematização dessas experiências de trabalho.
Sete redes e articulações compõem atualmente o Programa, que é marcado pela diversidade temática e regional. Além do apoio financeiro a projetos com duração de três anos, o PAE prevê também visitas de monitoramento, encontros de intercâmbio, avaliação e apoio à sistematização das experiências.
Em novembro de 2007, foi realizado o primeiro encontro do Programa, com representantes de cada rede. “Foi um momento rico de intercâmbio e reflexão coletiva sobre os temas centrais do PAE: ações articuladas de organizações da sociedade civil, intervenção em políticas públicas e sistematização de experiências, além do planejamento conjunto dos próximos passos da sua implementação”, declara Viviane Hermida, coordenadora do Programa.
Mais informações sobre o PAE
O PAE, agora em sua segunda edição, reafirma o compromisso de fortalecer ações sociais inovadoras de articulações e redes da sociedade civil que tenham como objetivo intervir em políticas públicas. O Programa também busca estimular a produção de conhecimentos que contribuam para subsidiar ações da sociedade civil nas suas lutas pela defesa, garantia e promoção dos direitos humanos.
Cada uma das redes
Grupo de Intercâmbio em Agricultura Sustentável de Mato Grosso (GIAS)
Através das ações apoiadas no PAE, o GIAS tem conseguido ampliar significativamente o número de espécies de sementes tradicionais cadastradas no Banco de Informações sobre Sementes, contribuindo para a conservação da biodiversidade e para a garantia da segurança alimentar.
Fórum de Quilombos Educacionais da Bahia (FOQUIBA) O apoio do PAE vem fortalecendo a articulação entre os diversos quilombos educacionais que compõem o FOQUIBA, reforçando seu objetivo de promover a democratização da universidade através do acesso da juventude negra à universidade.
Rede de Mulheres Produtoras do Nordeste
Com o projeto apoiado no PAE, a Rede realizou um diagnóstico que permitiu um maior conhecimento das características e necessidades dos grupos produtivos que compõem a Rede, possibilitando um melhor planejamento das ações de fortalecimento dos grupos.
Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME) A segurança alimentar é um aspecto fundamental para a retomada dos territórios indígenas, possibilitando a permanência do povo até a demarcação. O apoio do PAE vem permitindo à APOINME promover plantios e criação de pequenos animais em áreas de retomada, como aconteceu na área Tumbalalá, no norte da Bahia.
Fórum Ecumênico-Brasil/ Rede Nacional Ecumênica pela Promoção dos Direitos Juvenis
O apoio do PAE vem contribuindo para a realização de Jornadas Regionais que buscam articular a juventude ecumênica e dos movimentos sociais para a promoção dos direitos da juventude.
Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia (RMERA)
O Programa de Formação em Gestão de Empreendimentos Econômicos para Mulheres, promovido pela RMERA com apoio do PAE, vem capacitando 30 multiplicadoras para apoio a iniciativas econômicas nos nove estados da Amazônia Legal.
Articulação Puxirão dos Povos e Comunidades Tradicionais
Com o apoio do PAE, faxinalenses, quilombolas e ilhéus do Paraná reforçam suas lutas pela garantia de territórios tradicionalmente ocupados. Ações como o Primeiro Encontro Regional dos Povos e Comunidades Tradicionais, promovido pela Articulação, têm permitido a aproximação de outros segmentos, como povos indígenas, comunidades pesqueiras artesanais e cipozeiros, além do avanço do reconhecimento dos territórios pelo poder público.