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A CESE nasceu do sonho de promover e garantir a defesa de direitos, justiça e paz. Como meta, o compromisso em fortalecer as lutas dos movimentos sociais por transformações que assegurem uma sociedade justa e democrática.
Em quase quatro décadas de trabalho, a CESE já apoiou mais de 10 mil projetos de iniciativas populares em todo o Brasil, numa média de 400 projetos, de diferentes organizações, apoiados todos os anos. Com isso, a CESE já contribuiu para melhorar a qualidade de vida de aproximadamente 9,5 milhões de pessoas.
Falar sobre a CESE é falar de transformação social, por isso, a sua história só pode ser contada no plural, com a participação daqueles que fizeram e fazem parte da sua trajetória.
“Eu creio que a CESE, em seus quase 40 anos, mostrou fidelidade e continuidade. Fidelidade em apoiar os projetos da base, especialmente aqueles ligados aos Direitos Humanos, mas os Direitos Humanos na perspectiva dos pobres, que é o direito à vida...”
Leonardo Boff (Teólogo / Filósofo / Escritor)
CLICK AQUI E ASSISTA AO VÍDEO DEPOIMENTO DO LEONARDO BOFF NA ÍNTEGRA
"Em 1992, depois do acontecimento mais importante de nossas vidas - a estréia da Banda AfroReggae - não tínhamos nenhum espaço para reuniões, encontros ou ensaios. Acreditando no potencial do Grupo Cultural AfroReggae, a CESE investiu no aluguel de uma sede para nós, apoiou o Jornal AfroReggae Notícias e as nossas ações em Vigário Geral. Esse suporte foi fundamental e estratégico no momento em que todos nós éramos voluntários e militantes de sonhos e utopias. A CESE é um grande portal para que entidades como o Grupo Cultural AfroReggae possam alçar grandes vôos e se estruturem para lutar em prol de um mundo mais justo."
José Júnior (Coordenador Executivo do Grupo Cultural AfroReggae)
Falar da importância da CESE na história das Organizações da Sociedade Civil brasileiras é vivenciar testemunhos como o da ASA (Articulação no Semi-Árido Brasileiro), rede que reúne mais de 900 organizações voltadas para a construção, execução e controle social de políticas de convivência com o semi-árido.
“A CESE esteve e está fortemente presente na nossa história. Se hoje, a ASA está à frente de um dos maiores programas de acesso à água potável para famílias do semi-árido brasileiro e se projeta como organização chave em debates de construção de políticas para o semi-árido, as raízes desta grande conquista estão fortemente ligadas à CESE. Isso acontece quando a CESE apoia os grupos, os mais variados, em suas experiências, minúsculas às vezes, mas fortemente significativas; quando provoca e apóia os processos de intercambio, de troca de experiências; quando apóia suas manifestações públicas e denuncia as mazelas, os erros e desvios do poder público em relação ao semi-árido e, ao mesmo tempo, aponta os caminhos que devem ser seguidos. Apoiar este processo de construção coletiva de políticas, sem se apropriar indevidamente do mesmo é, a nosso ver, a cara da CESE.”
Coordenação Executiva da ASA (Articulação no Semi-Árido Brasileiro)
“Quando a justiça decidiu que a Raposa Serra do Sol seria nossa por inteiro, muitos disseram que nós não saberíamos manter o arroz que os brancos deixaram por aqui e íamos morrer de fome por isso. Disseram que ia acabar tudo por aqui e a terra ia ficar improdutiva. Com o apoio da CESE trouxemos agricultores orgânicos do MST que apoiavam nossa luta e nos ajudaram com sementes e um jeito de plantar saudável para nossa terra e para o nosso povo. Para nossas comunidades indígenas este intercâmbio é muito importante, pois traz ânimo e compreensão de que não estamos sozinhos e que podemos produzir melhor e sem agredir o meio ambiente, melhorando nossas vidas sem negar nossa cultura. A CESE está com a gente nessa vitória.”
Julio Macuxi, que em 2009 era responsável por Projetos e Convênios do Conselho Indígena da Roraima - CIR
Em sua caminhada de quase quatro décadas, a CESE destaca alguns marcos, tanto internamente, como na sua inserção no complexo contexto brasileiro, latino-americano e mundial.
Esta questão tem sido afirmada desde suas primeiras reuniões. É motivo de pesquisas e pauta constante nos seminários de aprofundamento, diálogo interno e discussões temáticas em assembléias com as delegações de igrejas e representantes de movimentos sociais. Vale destacar que dos seis membros que compõem a Diretoria Institucional eleita para o triênio 2009-2012, quatro são mulheres.
A CESE tem apoiado inúmeros projetos com essa iniciativa, principalmente os de pequeno porte que enfrentam maiores dificuldades em conseguir subsídios. A cada ano, a CESE aproxima-se mais dessa problemática e tem contribuído substancialmente para o estudo de impacto das agências de cooperação ecumênica (Christian AID e EED) no fortalecimento das comunidades quilombolas no Brasil.
Assista ao vídeo "Subúrbio Negro" produzido pela juventude da periferia de Salvador com apoio da CESEA CESE entende que o enfrentamento da intolerância religiosa é parte da construção de uma cultura de paz e diálogo entre todos. A liberdade de expressão e de vivência de diferentes crenças deve ser respeitada, colocando a vida e a dignidade humana como valores fundamentais a serem preservados. Para a instituição, a necessidade de reconhecimento e de reforço das identidades coletivas é uma estratégia de resistência e de valorização de populações, preservando seus valores como forma de enfrentar as ameaças ambientais, a exclusão, a pobreza e a violência. Desta forma, para a CESE, combater a intolerância religiosa é lutar pelo direito à diversidade, contra o preconceito e a discriminação racial, que são armas da manutenção das desigualdades no país. Por isso, a CESE está atenta ao crescimento do fundamentalismo e da intolerância religiosa, que atingem as religiões de matrizes africanas. Nesse campo, o papel da CESE é estratégico, considerando sua identidade ecumênica e seu firme propósito de promover o diálogo inter-religioso e a diaconia ecumênica.
Os projetos de pequeno porte muitas vezes escondem carências e necessidades de grandes proporções, entretanto é muito difícil encontrar apoio para pequenas iniciativas, principalmente quando se tratam de iniciativas pioneiras. Atenta a isso, a CESE tem se destacado por apoiar pequenos projetos, muitos deles pioneiros, e implementar um sistema de PMA (Planejamento, Monitoramento e Avaliação) apropriado. Dois grandes resultados desse apoio são:
Agricultura Familiar na Escola
Em 2009, foi aprovado pelo Senado Federal, um Projeto de Lei que obriga a União a comprar de agricultores familiares, pelo menos, 30% dos alimentos destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Um dos maiores programas alimentares do mundo, o PNAE oferece pelo menos uma refeição diária a 45 milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil. Além de possibilitar uma melhoria significativa na qualidade nutricional das refeições, esta medida destinará anualmente mais de R$ 600 milhões aos agricultores familiares, com ênfase para a produção dos pequenos produtores de assentamentos de reforma agrária, das comunidades indígenas e quilombolas. A CESE esteve presente desde a gênese desta e apoiou, em 2009, o projeto “Fortalecendo a Mobilização da Sociedade Civil na Luta pela Soberania e Segurança Alimentar”, uma exitosa ação de incidência pública, que exemplifica a capacidade da sociedade civil brasileira de formular e controlar políticas públicas.
Juventude do Subúrbio da Cidade de Salvador
Com o projeto Juventude Cidadã, a CESE tem reforçado o protagonismo de jovens de setores populares de Salvador, colaborando com mobilizações e campanhas em defesa de direitos, além de promover uma maior intervenção da juventude nas políticas públicas, em especial aquelas que contribuam para a superação da violência, do racismo e de outras formas de discriminação. Fazem parte dessa ação quatro redes. Há mais de 10 anos, a CESE vinha apoiando diversas redes ações articuladas entre várias organizações, através de seus programas de projetos. A partir de 2005, incrementou o apoio a projetos com ações de formação e intercâmbio, o que vem gerando efeitos significativos no fortalecimento das redes e em sua capacidade de interlocução com o poder público, a exemplo da conquista do Cine Teatro Plataforma, na defesa do Parque São Bartolomeu e também na questão de segurança pública, denunciando a ação de grupos de extermínio no subúrbio.
A CESE é uma entidade ecumênica., sem fins lucrativos, com sede em Salvador/BA e atualmente é composta pelas seguintes Igrejas:
Através de sua atuação, a CESE beneficia as populações rurais e urbanas de todo o Brasil que vivem diretamente as consequências da extrema desigualdade no país, lutando de forma organizada pela afirmação de direitos individuais e coletivos. Essa população é diversificada setorialmente e vivencia discriminações e intolerâncias.
As organizações prioritárias são as que se identificam com os princípios éticos norteadores do trabalho da CESE, apresentando capacidade de mobilização e construção de alternativas comunitárias e/ou buscando intervir nas políticas públicas, nos vários âmbitos (do local ao nacional), e que demonstram potencial para desenvolvimento de ações articuladas em movimentos sociais populares, associações, sindicatos, grupos de base, cooperativas, fóruns e articulações, organizações não-governamentais de apoio e assessoria ao movimento popular, organismos ecumênicos, pastorais sociais e diaconia das igrejas.
| NO ÂMBITO RURAL E URBANO | Sem terra; Pequenos produtores, incluindo agricultores familiares; Extrativistas, incluindo seringueiros, quebradeiras de coco e pescadores artesanais; Assalariados agrícolas; Sem teto, incluindo moradores de rua; Moradores de periferia; Pessoas com deficiência; Desempregados e trabalhadores do setor informal, incluindo recicladores; Trabalhadores da economia solidária. |
| EM RELAÇÃO À ETNIA | Povos indígenas; quilombolas; população negra pobre. |
| NA PERSPECTIVA DA FAIXA ETÁRIA | Jovens; crianças. |
Em todas as categorias a CESE dá prioridade especial para mulheres. Outro público da CESE são as instâncias e serviços das igrejas, e organismos ecumênicos comprometidos com os segmentos populares.