Em memória à morte de Galdino, indígenas e entidades ecumênicas realizam ato inter-religioso

Símbolo de resistência em defesa dos direitos indígenas, Galdino foi homenageado na noite desta quinta-feira (20), em Brasília. O ato inter-religioso em memória do Pataxó Hã Hã Hãe, aconteceu no mesmo local onde o indígena foi assassinado há 20 anos, na Praça do Compromisso, conhecida como Praça do Índio.

Galdino foi morto por cinco jovens de classe média enquanto dormia em um ponto de ônibus próximo à praça. O indígena teve 97% do corpo queimado e não resistiu aos ferimentos. O clima da noite era de indignação e protesto pelos indígenas que ainda morrem vítimas da falta de políticas públicas que protejam a cultura e modo de vida destes povos originários.

Indígenas e representantes de igrejas e entidades ecumênicas se reuniram ao redor do monumento, construído para lembrar a morte de Galdino, a fim de homenageá-lo. O momento contou com entoação de hinos, leitura de poemas, velas acesas pelos presentes e palavras como “Galdino Vive”.

O sobrinho de Galdino, Wilson Jesus de Souza, lembrou quando ele foi à capital federal para reivindicar direitos indígenas e acabou assassinado. “O que ele (Galdino) não conseguiu em vida, nós conseguimos depois da sua morte. Conseguimos expulsar os fazendeiros de nossa terra, mas infelizmente, ainda perdemos outros parentes depois dele”.

A noite de homenagens foi encerrada com uma grande roda em volta da fogueira, elemento importante para os índios, para reafirmar que a morte de Galdino fortaleceu a luta pelos direitos indígenas no Brasil.

O ato foi realizado pelo CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), CIMI (Conselho Indigenista Missionário), em parceria com o Fórum Ecumênico ACT – Brasil, Rede Ecumênica da Juventude, Conselho Indígena do Distrito Federal, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília (CJP-DF), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP).


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