[:pb]Campanha emergencial de arrecadação para indígenas Guarani-kaiowá que sofreram ataque no Mato Grosso do Sul[:]

[:pb]O Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) e entidades de movimentos sociais estão se mobilizando para uma arrecadação emergencial à comunidade indígena de Kurusu Ambá, localizada no município de Coronel Sapucaia (MS). O grupo tem sofrido ataques por parte dos jagunços do latifúndio, tendo seus barracos queimados, junto com roupas, panelas, alimentos, etc. São dezenas de famílias, com crianças e idosos, em situação de extrema vulnerabilidade.

O tekoha incendiado fica numa área da Fazenda Bom Retiro, de propriedade do fazendeiro José Carlos Rangel, a quem os indígenas acusam de ser o mandante do crime. Contatos com a Polícia estão sendo realizados pela Funai para haja um monitoramento e segurança policial reforçados na área. Há ainda a iminência de um ataque a outra fazenda – Barra Bonita – nas proximidades, onde há acampamentos indígenas.

Solidarize com os Guarani-Kaiowá contribuindo com qualquer valor:

Deposite para:

Centro de Estudos Bíblicos
Banco do Brasil
Ag.: 2904-1
CC.: 25200-X

ou

CDDH Marçal de Souza
Caixa Econômica Federal
Ag.: 2224
Op.: 013
C/Poupança: 40832-3

FUNAI
Segundo o servidor da Funai na região, Jorge Pereira, “um grupo de indígenas ouviu os pistoleiros dizerem que iriam aguardar a Funai sair do local para atacarem também a [fazenda] Barra Bonita”, explica. “Nós chegamos e vimos as casas sendo queimadas, pessoas correndo, gritando. A gente tem medo de sair daqui e a coisa piorar. Eles vão atacar”, assinala Pereira. “Os indígenas nos mostraram as cápsulas de balas. A gente vê o movimento de caminhonetes, cavalos”.


ATAQUE

Após ter todos os seus pertences pessoais e moradias incendiadas, o grupo de indígenas se abrigou no acampamento vizinho, localizado junto à fazenda Barra Bonita, que também incide sobre o tekoha. Servidores da Funai presenciaram a destruição dos vestígios do conflito por maquinários agrícolas que gradeavam a terra, barracos sendo queimados em Bom Retiro e um grupo de indígenas, que ainda estava no local, em fuga desesperada de seus agressores.

Os servidores da Fundação também enfrentam hostilidades por parte dos funcionários das fazendas em disputa e destacam a impossibilidade da instituição combaterem, sem apoio, as práticas criminosas.

NOVO ATAQUE
Um novo ataque foi perpetrado na tarde da última terça-feira, 02, por volta das 13h, no acampamento localizado na região da fazenda Guapey. Há informações da ocorrência de novos incêndios, onde residem cerca de cinco famílias.


KURUSSU AMBÁ

O Tekoha Kurussu Ambá faz parte da área abrangida no âmbito dos estudos do Grupo Técnico Iguatemipeguá, autorizado pela Portaria Funai/PRES n° 790/2008, e complementares. As situações de retomadas de propriedades particulares por indígenas no Mato Grosso do Sul são, portanto, com raríssimas exceções, relacionadas a imóveis já identificados ou em processo de estudo pela Funai, como terras tradicionais indígenas. Os referidos estudos e seus resultados preliminares já apresentam elementos históricos e antropológicos que sinalizam a legitimidade da demanda como ocupação tradicional.


CIMI

Em nota, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), também denuncia a ausência das forças policiais na contenção do conflito. “É inadmissível o descaso das forças de segurança”, diz a entidade, acusando a polícia de fazer um “jogo de empurra-empurra entre Polícia Militar, Polícia Federal, Departamento de Operações da Fronteira (DOF) e Força Nacional”.

“Enquanto novos crimes e atentados premeditados ocorrem, as forças policiais, o Ministério da Justiça e o Governo do estado do Mato Grosso do Sul assistem a tudo calados, garantindo, assim, aos jagunços uma porteira aberta para a possibilidade de novos assassinatos”, conclui a nota.

DEMARCAÇÃO
Há quase uma década, o tekoha Kurusu Ambá está em processo de identificação e delimitação. Com os prazos estourados, o relatório de identificação sobre a área deveria ter sido publicado pela Funai, em 2010, segundo o Termo de Ajustamento de Conduta estabelecido pelo Ministério Público Federal, em 2008. No entanto, o relatório foi entregue pelo grupo técnico somente em dezembro de 2012, e ainda aguarda aprovação da Funai de Brasília.

Em junho de 2015, os indígenas haviam tentado ocupar a mesma fazenda, sendo violentamente expulsos pelos fazendeiros. O saldo do ataque foi de duas crianças desaparecidas, casas incendiadas e dezenas de feridos. Em 2007, ano em que os Kaiowá iniciaram a retomada de Kurusu Ambá, duas lideranças foram assassinadas. Entre 2009 e 2015, mais dois indígenas foram mortos em Kurusu, no contexto da luta pela terra.

(Extraído do site do CEBI – Fonte ADITAL / CIMI)

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