CESE repudia criminalização dos movimentos sociais e incitação à violência

A CESE, em sua trajetória de 41 anos de atuação em defesa dos direitos humanos, está profundamente preocupada com a crescente onda de criminalização de lideranças e movimentos sociais que se espalham pelo país, estimulada por discursos de ódio que disseminam a violência.

O anúncio veiculado amplamente nas redes sociais em que pede, vivo ou morto, João Pedro Stédile, um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, deixou a CESE perplexa. Apresentando-o como líder do MST e “inimigo da Pátria”, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido.

Não é de pouco tempo que lideranças do movimento popular, que lutam por direitos e se posicionam sobre o contexto do país, são perseguidas e criminalizadas por sua atuação política. Vimos acompanhando, há anos, o crescimento dessa onda de ódio que se espalha pelo país, e que já vinha sendo alimentada por amplos setores das mídias convencionais. Agora chega a esse grau de violência, propagandeada abertamente nas mídias sociais, alimentada pelo contexto político do momento.

Como uma organização de defesa de direitos, a CESE se solidariza com o MST e repudia esse ato criminoso que atenta contra a democracia e a vida. Por isso, vem a público exigir das autoridades competentes a apuração rigorosa para localizar e punir, nas formas da lei, pessoas ou grupos que porventura estiveram envolvidos nesse episódio.

Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE

Salvador, 13 de março de 2015


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