[:pb]Luiz Roberto Moraes aponta CFE como forte parceira na luta pelo direito ao saneamento básico[:]

[:pb]Na última sexta (19) a CESE recebeu a roda de diálogo em saneamento básico com o engenheiro Luiz Roberto Moraes, que é professor do Departamento de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da Ufba, Mestre em Engenharia Sanitária pela Delft University of Technology (Holanda) e doutor em Saúde Ambiental pela University of London.

Moraes abriu a fala, desmitificando o reducionismo acerca do tema, que é visto por grande parte das pessoas apenas sobre o prisma do esgotamento sanitário. “A Constituição de 1988 traz quatro artigos específicos sobre o campo: drenagem e manejo de águas pluviais; acesso à água potável; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; e o mais falado, o esgotamento sanitário”, explica o professor, acrescentando que à legislação do Estado da Bahia soma-se ainda o controle de insetos e roedores.

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Ao apoiar a pauta da Campanha da Fraternidade Ecumênica, Moraes estruturou sua apresentação de acordo com o método “ver, julgar e agir”, usado na CFE 2016.

“Para cada ser humano de Salvador, existem de 3 a 4 ratos. A cidade é campeã em casos de leptospirose”, contabiliza Moraes, exemplificando as condições de saneamento básico da capital baiana, reflexo também do atraso de 17 anos para a implementação do Plano Nacional de Saneamento Básico.

A temática perpassa diversos campos, inclusive a forma com as cidades são construídas e remodeladas. “A gente sabe conteúdos, mas cadê controle social, o repensar dos espaços?”, questiona o professor. A menção, no caso, se refere às obras realizadas no último semestre no Rio de Vermelho – usando asfalto impermeável, o que dificulta o escoamento da água e propiciando maiores condições de alagamento no período de fortes chuvas.

O desperdício de água, especialmente do agronegócio, foi outro ponto abordado na formação. 72% da água no Brasil é usada na agricultura e irrigação; 11 %, na pecuária, segundo dados da Agência Nacional de águas (ANA). Ainda sobre o campo “água”, o pesquisador destaca o potencial hídrico do Brasil, apontando a descoberta recente do maior manancial de água potável do mundo entre os Estados do Ceará e Pará – superando a capacidade do Aquífero Guarani.

Diante da complexidade e diversidade de campos que acercam o tema, o professor convoca a participação popular para incidir politicamente no campo, inclusive já nas manifestações do dia 22 de março, no Grito da Água (Dia Mundial da Água). Nesse campo de ação social, o professor considera o apoio da CFE “fenomenal para discutirmos o direito ao saneamento básico”.

CFE 2016

A roda de diálogo faz parte da agenda da CFE na capital baiana. A Campanha da Fraternidade Ecumênica foi lançada oficialmente no dia 10 de fevereiro, na Quarta-feira de Cinzas, com o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” e o lema bíblico “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. (Am 5.24).

A formação teve início com a explanação da diretora executiva da CESE, Sônia Mota, sobre o significado e histórico da Campanha da Fraternidade Ecumênica – nascida sob inspiração da Conferência de Puebla (México, 1979), que, diante dos desequilíbrios econômicos da América Latina, apontou sua preferência pelos pobres, a fim de estabelecer uma convivência humana digna e construir uma sociedade justa e livre.

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Nesse sentido, a CFE representa o compromisso das igrejas de compartilhar temas de direitos com a sociedade. No ano de 2000, a Campanha teve como tema “Dignidade humana e paz” e o lema escolhido “Novo milênio sem exclusões”. A segunda edição, em 2005, falou sobre “Solidariedade e paz”, com o lema: “Felizes os que promovem a paz”. Em 2010, o tema versou sobre “Economia e Vida”, com o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

Baseada no método ver, julgar e agir, a Campanha convoca a realização de rodas de diálogo, seminários, encontros e eventos para discussão sobre o direito ao saneamento básico. “A mobilização comunitária influencia políticas públicas. O Fundo Ecumênico de Solidariedade é outro gesto concreto”, destaca o coordenador de projetos e formação da CESE, Antonio Dimas Galvão, referindo-se ao Fundo que a CESE irá gerir, junto ao CNBB, para apoio de projetos na área.

O Fundo será composto por 40% da arrecadação das igrejas no Domingo de Ramos. A partir desse mesmo dia, poderão ser enviadas propostas. Será aberto um edital de seleção específico e CESE e CNBB irão contribuir na análise dos projetos enviados. O Comitê Gestor (composto por cada igreja do CONIC) dará o parecer das propostas.

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