Oficina de elaboração de projetos busca diversificar acesso a editais

Compartilhar estratégias de planejamento, execução e prestação de contas: este é o intuito da Oficina de Elaboração de Projetos promovida pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) em parceria com a Cese, com início nesta quarta (20), em Salvador (BA).

Representantes de um leque de organizações (ligadas à cultura, questões quilombolas, meio ambiente, entre outros) se reuniram no encontro, que tem como objetivo empoderar os grupos populares para que eles se apropriem de ferramentas e acessem recursos de editais de iniciativas públicas e privadas – diversificando, assim, os aprovados nessas seleções. Também estiveram presentes no primeiro dia do evento o secretário de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo Nascimento, o chefe de gabinete da secretaria, Ataíde Lima de Oliveira, a diretora executiva da Cese, Sonia Mota, e o coordenador de Projetos e Formação da organização, Dimas Galvão.

Qualidade técnica, documentação, prestação de contas e formalização de associações são alguns dos principais entraves que os grupos vivenciam no momento de vencer as exigências e burocracias de editais. “As pessoas já fazem trabalhos em suas comunidades, mas não sabem como concorrer às seleções – especialmente organizações que estão na zona rural, por conta do nível de escolaridade”, especifica Trícia Calmom, coordenadora de Promoção e Igualdade Racial. “A partir dessa parceria com a Cese, buscamos diversificar as organizações que acessam os editais, porque elas acabam sendo as mesmas. Queremos instrumentalizar os movimentos populares que precisamos tocar”, esclarece.

A assessora da Cese e facilitadora da oficina, Viviane Hermida, entende que uma das importâncias da oficina é que ela atua sobre representantes de grupos que convivem diariamente com os efeitos da desigualdade racial – que ela classifica como um dos entraves no desenvolvimento do Brasil.

Replicar conhecimento

Ciente dessa realidade, a assistente social, Adriana Dioniso da Silva, é uma das participantes e conta que pretende disseminar o conhecimento adquirido na região em que atua, na cidade de Pedrão (BA). “Temos duas comunidades quilombolas (Curi e Buri); aliás, somos praticamente uma cidade quilombola! Vim para repassar essas noções para que esses povos possam elaborar projetos de transformação social, resgatem sua autoestima e fortaleçam suas raízes”, detalha.

A primeira etapa das oficinas termina nesta sexta (22). Mais três edições acontecem nos meses de setembro, outubro e novembro, a fim de abarcar 80 representantes de organizações de todo o Estado.


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