A CESE na Pandemia Covid-19 | Cese | Coordenadoria Ecumênica de Serviço

A CESE na Pandemia Covid-19

A Pandemia COVID-19 que assola o mundo, já considerada como uma das maiores crises humanitárias da atualidade, recoloca outra vez no centro das discussões o tema dos direitos humanos e a defesa da vida.

O estado de calamidade global redirecionou o nosso olhar e o nosso agir e exigiu urgência na tomada de decisões. Embora seja uma pandemia que ameaça a vida de todas as pessoas, ela impacta com muito mais força grupos e populações que já enfrentam as desigualdades sociais, econômicas e raciais e que vivem em constante vulnerabilidade: as populações que têm seus direitos básicos negados, cujo acesso aos serviços de saúde e saneamento, garantia do direito à alimentação e segurança alimentar estão seriamente comprometidos.

A CESE continua apoiando iniciativas do movimento popular que expressam a luta pela resistência e pela garantia de direitos, mas agora priorizando iniciativas de caráter emergencial e humanitário no combate ao avanço do corona vírus.

Reunimos aqui algumas ações da CESE de apoio a projetos, notas e pronunciamentos, campanhas e notícias realizadas desde o início da pandemia.

APOIO A PROJETOS

Como a CESE está analisando e recebendo projetos
Tupinambás retomam plantios a partir de apoio emergencial da CESE
Famílias do Rio de Janeiro recebem apoio emergencial da CESE
Movimento dos Pequenos Agricultores doa cestas básicas na Região Metropolitana de Salvador com apoio da CESE
Contra pandemia, CESE se une ao Movimento Sem Teto da Bahia com ajuda humanitária

CAMPANHAS

Vaquinhas virtuais e campanhas em solidariedade aos movimentos sociais
CESE lança campanha de estímulo à mobilização de recursos e incidência para movimentos enfrentarem a pandemia
Dia de Doar Agora #5deMaio
Contra a pandemia Covid-19, MNDH lança campanha “Todas as vidas valem” com participação organizações de direitos humanos

NOTAS E PRONUNCIAMENTOS DA CESE

NOTÍCIAS

Organizações do FEACT BRASIL atuam no fortalecimento da justiça de gênero em meio à pandemia COVID-19
Dia das mães: em tempos de pandemia, menos romantização, mais direitos
A CESE na Pandemia COVID-19
Dia de Combate à Discriminação Racial: COVID 19, Racismo Ambiental e Estrutural
Ilha de Maré pede socorro e assistência para combater Coronavírus!

POSICIONAMENTO DAS IGREJAS MEMBRO QUE COMPÕE A CESE SOBRE A PANDEMIA

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEABC / CARTA DA CÂMARA EPISCOPAL SOBRE A PANDEMIA COVID-19
Aliança de Batistas do Brasil – ABB / Nota Pública sobre a Pandemia do COVID-19 (Coronavírus)
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB/ Nota emitida pela Presidência da IECLB, pelas Pastoras Sinodais e pelos Pastores Sinodais
Igreja Presbiteriano Unida – IPU – Orientação do Conselho Coordenador da IPU sobre o COVID-19
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
CNBB – PACTO PELA VIDA E PELO BRASIL

DEPOIMENTOS:

“A falta da demarcação de nossos territórios, em um momento de pandemia, nos deixa ainda mais vulneráveis. Precisamos de políticas preventivas, ajuda humanitária e políticas efetivas de proteção ambiental para evitar as invasões, que são fontes constantes de contaminação de doenças para os territórios”. (Sonia Guajajara – APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)
“Se alguém da ilha estiver infectado com o Coronavírus, o que fazer? Como essa pessoa será socorrida? Não temos atendimento médico e morreremos antes de chegar no continente. O nome disso é racismo.” (Marizélia Lopes-Movimento de Pescadores e Pescadoras – Ilha e Maré)
“As mulheres negras serão afetadas e poderão fazer parte da estatística de disseminação. Os efeitos socioeconômicos serão drásticos na vida dessas mulheres, pois são maioria que trabalha no serviço doméstico, microempreendedorismo, serviços autônomos e assalariados e que não tem opção do “home office.” (Maria Malcher – Centro de Estudo e Defesa do Negro no Pará)
“Nossa preocupação se volta para a proximidade com os grandes centros. É um perigo muito grande ter que ir lá para comercializar produtos. Se o vírus chegar nas comunidades, a gente teme a precariedade do sistema público de saúde, principalmente no Estado do Pará.” (Valéria Carneiro – MALUNGU, Pará)
“A pandemia já chegou nas comunidades indígenas. E neste momento estamos passando por vários problemas: medo por causa da nossa vulnerabilidade, falta de acesso a alimentos e precarização da saúde.” (Cassimiro Tapeba – Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo)
“Como vamos pautar a higienização se não temos condições mínimas de acesso a água e saneamento básico? Como fazer o isolamento se trabalhamos hoje para comer hoje? O Coronavírus deixa a periferia mais expostas às condições desumanas.” (Rita Ferreira – Movimento Sem Teto da Bahia)
“Mulheres, sobretudo as mulheres negras, que vivem de forma precarizada e que já lutam com muito sangue e suor no trabalho informal estão à deriva no cenário de pandemia. O isolamento é necessário, mas não garante o mínimo de sobrevivência dessas pessoas.” (Juliana Santos – Movimento Sem Teto da Bahia)
“Não há diálogo sobre cobid-19 sem salientar o racismo estrutural. Como nós mulheres negras estamos na base da pirâmide, trabalhamos na informalidade e somos mães solteiras isso nos impacta de forma muito mais cruel.” (Maura Cristina – Articulação de Movimento e Comunidade do Centro Antigo)
“Ao nos apoiar, a CESE estimula outras organizações a apoiarem o MPA ou outros movimentos sociais do campo a disporem de seus produtos, fazendo com que eles cheguem na mesa de quem mais precisa.” (Leomárcio Araújo – Movimento dos Pequenos Agricultores -MPA)