Declaração Universal dos Direitos Humanos
29 de novembro de 2018
No mês que se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, a CESE compartilhará, diariamente, os artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A versão online da cartilha completa, com os 30 artigos, está disponível no link https://goo.gl/svJUVR.
O livreto histórico e mais conhecido da CESE traz uma edição revisada Comemorativa de 70 anos da Declaração, tendo como texto-base a Declaração Universal dos Direitos Humanos e artigos do PIDESC – Pacto Internacional Sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, referenciados por textos bíblicos. A edição, lançada em junho, nos 45 anos da CESE, trouxe uma nova ilustração e contou com a parceria do CEBI – Centro de Estudos Bíblicos, CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil e Articulação para o Monitoramento dos DH no Brasil.
A CESE já fez circular, das edições anteriores, mais de dois milhões de exemplares por todo o País. Sua distribuição é voltada para toda a sociedade, desde movimentos sociais e organizações populares, até escolas e universidades. “O tamanho do sucesso editorial tem a ver com a sua qualidade, mas também com as demandas que não param na sociedade”, afirma José Carlos Zanetti, assessor de Projetos e Formação da CESE.
Para ele, este livro é fundamental não só para CESE e as organizações que ajudaram na sua elaboração, mas especialmente, para os indivíduos que têm seus direitos violados: “Há uma necessidade reinterpretação desses direitos, que vão desde a imposição de acessar ao mercado para ter o direito básico, potencializado pelo neoliberalismo, até as reformas que estão em cur
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.