<a href="https://www.cese.org.br/isolamento-social-e-um-agravante-para-as-mulheres-em-situacao-de-violencia/"><strong>Isolamento social é um agravante para as mulheres em situação de violência</strong></a>
13 de abril de 2020
Por Articulação de Mulheres Brasileiras




Fiquem em casa! É a recomendação que devemos seguir. Mas sabemos que a casa também é um lugar perigoso para muitas mulheres. A violência contra as mulheres no Brasil deveria causar muito mais preocupação do que de fato causa, desde sempre. Com o coronavirus, está comprovado que o isolamento social é um agravante para as mulheres em situação de violência. Ficar confinada com o agressor pode custar a vida de uma mulher.
Por isso, vamos manter o contato com mulheres que estão em confinamento. Isso é vital para elas! Se você conhece mulheres em situação de violência que estão em casa com seus agressores telefone, mande mensagem pelas redes sociais, escute, acolha e apoie.
O Monitor da Violência aponta que em 2019 os feminicídios cresceram 7,3%, em comparação com 2018.
Foram 1.324 mulheres assassinadas por serem mulheres: uma a cada 7h. De cada 3 mulheres mortas, duas eram negras. A maioria foi morta dentro de casa, por seus companheiros.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018 indica que o Brasil atingiu o recorde de 263 mil registros policiais de violência física em decorrência de violência doméstica. Uma mulher a cada 2 minutos foi a delegacia registrar um crime de agressão física.
Apesar desses números alarmantes, o governo federal tem se mantido omisso e inoperante. Em 2019, o orçamento para investir em políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres foi zerado. Isso mesmo, nem um real! Os serviços de atendimento às mulheres estão sucateados, a política de enfrentamento às violências totalmente desarticulada e os recursos federais foram suprimidos. Precisamos lembrar também que mulheres com deficiência não contam com o suporte necessário – intérprete de libras, por exemplo – para buscar ajuda nos serviços da rede de proteção.
Precisamos de cuidado entre nós para enfrentar esse momento muito difícil juntas, sem que nenhuma sofra ainda mais. Se você ouvir um pedido de socorro ou souber de uma violência que está acontecendo, não ignore, peça ajuda. Vamos nos manter atentas!
Salve em seu celular os telefones de atendimento dos serviços de emergência em sua cidade para o caso de necessidade de socorro imediato, assim como o contato de pessoas de sua extrema confiança, que poderão ser acionadas quando preciso.
Nossas vidas importam!!!
Nos queremos vivas, nos queremos no bem viver.
Articulação de Mulheres Brasileiras
#DigaNaoaViolenciaContraMulher
#QuarentenaSemViolência
#NosQueremosVivas
#ArticulaçãoDeMulheresBrasileiras #AMBfeminista
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Celebrar os 50 anos da CESE é reconhecer uma caminhada cristã dedicada a defesa dos direitos humanos em todas as suas dimensões, comprometida com os segmentos mais vulnerabilizados da população brasileira. E valorizar cada conquista alcançada em cada luta travada na busca da justiça, do direito e da paz. Fazer parte dessa caminhada é um privilégio e motivo de grande alegria poder mais uma vez nos regozijar: “Grande coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres!” (Salmo 126.3)
A gente tem uma associação do meu povo, Karipuna, na Terra Indígena Uaçá. Por muito tempo a nossa organização ficou inadimplente, sem poder atuar com nosso povo. Mas, conseguimos acessar o recurso da CESE para fortalecer organização indígena e estruturar a associação e reorganizá-la. Hoje orgulhosamente e muito emocionada digo que fazemos a Assembleia do Povo Karipuna realizada por nós indígenas, gerindo nosso próprio recurso. Atualmente temos uma diretoria toda indígena, conseguimos captar recursos e acessar outros projetos. E isso tudo só foi possível por causa da parceria com a CESE.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
A luta antirracista é o grande mote das nossas ações que tem um dos principais objetivos o enfrentamento ao racismo religioso e a violência, que tem sido crescente no estado do Maranhão. Por tanto, a parceria com a CESE nos proporciona a construção de estratégias políticas e de ações em redes, nos apoia na articulação com parcerias que de fato promovam incidência nas políticas públicas, proposições institucionais de enfrentamento a esse racismo religioso que tem gerado muita violência. A CESE nos desafia na superação do racismo institucional, como o grande vetor de inviabilização e da violência contra as religiões de matrizes africanas.