Lançada a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021, um convite à superação das intolerâncias – Ecumenismo | Notícias | Cese | Coordenadoria Ecumênica de Serviço

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Data: 18.02.21

Lançada a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021, um convite à superação das intolerâncias

O CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) abriram ontem, Quarta-feira de Cinzas, a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021. A abertura ocorreu de forma virtual, às 10h, com a divulgação de um vídeo com pronunciamentos de representantes das Igrejas que compõem o CONIC. Às 18h foi transmitida a Mesa Temática inter-religiosa – “Diálogo compromisso de amor”  e às 21h, a Celebração de Abertura da Campanha.

Com o tema ” Cristo é a nossa Paz: do que era dividido fez uma unidade – Fraternidade e Diálogo, Compromisso de Amor”, a Campanha da Fraternidade Ecumênica, que está em sua 5ª edição, congrega diversas denominações cristãs, sempre de forma ecumênica sinalizando como o diálogo é o melhor testemunho de uma fé vivida em diversidade.

Em Salvador, o lançamento aconteceu  no Palácio Arquiepiscopal com uma Coletiva de Imprensa,  que reuniu o Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo da Arquidiocese de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil; a Pastora Sônia Mota, da Igreja Presbiteriana Unida e Diretora Executiva da CESE; a Reverenda Bianca Daébs, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, membro do CEBIC – Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs,  ligado ao CONIC e assessora ecumênica e de diálogo inter-religioso da CESE; o Pastor Joel Zeferino, da Igreja Batista de Nazareth, membro da Aliança Batistas do Brasil e integrante da Comissão Nacional de Preparação da CFE; e o Diácono Itamar Mendes, presidente da Diretoria Executiva da ASA- Ação Social Arquidiocesana, responsável por desenvolver as ações da CFE na Arquidiocese de Salvador.

O Cardeal Dom Sérgio da Rocha, depois da leitura da mensagem do Papa Francisco saudando a CFE-2021,  ressaltou que a campanha é um convite ao diálogo e à comunhão, ao caminhar juntos, na fé no mesmo Cristo. ” O campo da fraternidade, da caridade é sem dúvida um campo privilegiado para o ecumenismo. Fazer uma campanha em parceria em um momento como esse nos dá ainda mais força”, afirmou.

A pastora Sônia Mota, salientou que o sonho da caminhada ecumênica, tendo como marco a fundação do Conselho Mundial de Igrejas, é o sonho de Jesus, presente na oração sacerdotal, nos pedindo um testemunho de amor, através do diálogo e do respeito entre pessoas cristãs: ”A Campanha da Fraternidade é o exemplo que é possível sim, que pessoas cristãs, de igrejas diferentes, com seus ritos, teologias e tradições possam sentar-se à mesa comum para dialogar, celebrar e construir pontes. Numa sociedade onde as polarizações estão dadas, com muitos muros, que precisam ser derrubados, temos o desafio de construir o diálogo fraterno, o respeito às diferenças e o compromisso de amor com as pessoas que sofrem com o descaso público, com os discursos de ódio e de preconceitos tão disseminados na nossa sociedade”, declarou.

O pastor Joel Zeferino destacou: “em tempos de intolerâncias, a campanha demonstra um exemplo positivo a sociedade pois ressalta a importância de estendermos as mãos, sem discriminação, para que, juntos e juntas, possamos criar caminhos onde o ódio seja derrotado”, afirmou.

A reverenda Bianca Daébs salientou que a Igreja precisa estar ativa no combate às violências e discriminações. ” No mundo que estamos vivendo com dores terríveis, onde a natureza geme. Não podemos nos omitir em um país com um número crescente de mortes, vitimadas pela pandemia, principalmente as pessoas empobrecidas. É preciso lembrar das mulheres que estão longe de sua rede de apoio, confinadas em suas casas e sendo vítimas de violência; das populações indígenas e quilombolas, dizimadas e perseguidas cotidianamente; das pessoas que vivem em situação de rua, no combate ao discurso de ódio e ao racismo religioso; e da população LGBTQI+. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo. É sobre a fraternidade, a vida e a esperança que a campanha nos convida a reflexão dura, mas necessária”, destacou.

As palavras do Papa Francisco sobre a CFE 2021 foram lembradas pelo Cardeal: “Fiéis são convidados/as a ‘sentar-se a escutar o outro’ e, assim, superar os obstáculos de um mundo que é muitas vezes ‘um mundo surdo”.

Ao final da coletiva, foi lida a Oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica – 2021

Deus da vida, da justiça e do amor,
Nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade
e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade.

Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica,
ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo
como compromisso de amor, criando pontes que unem
em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio.

Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade,
em especial, aos mais pobres e fragilizados,
a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor
e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças,
caminhando pelas veredas da amorosidade.

Por Jesus Cristo, nossa paz,
no Espírito Santo, sopro restaurador da vida.

Clique aqui e baixe o Texto-Base da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021.

Sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica

A Comissão da CFE 2021 é formada por representantes das igrejas-membro do CONIC, além da Igreja Betesda de São Paulo, como igreja observadora, e o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e à Educação Popular (Ceseep), como membro fraterno.

Objetivo geral da CFE 2021

– Através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo, convidar comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual.

Objetivos específicos

– Denunciar as violências contra pessoas, povos e a Criação, em especial, as que usam o nome de Jesus;
– Encorajar a justiça para a restauração da dignidade das pessoas, para a superação de conflitos e para alcançar a reconciliação social;
– Animar o engajamento em ações concretas de amor à pessoa próxima;
– Promover a conversão para a cultura do amor em lugar da cultura do ódio;
– Fortalecer e celebrar a convivência ecumênica e inter-religiosa.

(link da matéria da escolha do cartaz)

(link da matéria da escolha do hino)

(link da matéria da oração oficial)

(link da matéria do Seminário)