O PROJETO
A proposta traz como visão: Iniciativas locais de povos e comunidades tradicionais (PCTs), mulheres e jovens do Cerrado em defesa de direitos, territórios e bens comuns promovidas e articuladas com ações de incidência nas esferas local, nacional e internacional e promovendo a interação com as Igrejas e a Cooperação Internacional face às ameaças ao bioma e suas populações. Além disso, tem como Objetivos:
1) Buscar viabilizar que organizações, redes, movimentos sociais e PCTs do Cerrado tenham acesso a oportunidades de defesa de Direitos;
2) Denunciar e dar visibilidade local, nacional e internacional a violências contra PCTs do Cerrado, decorrentes do avanço dos fundamentalismos na sociedade brasileira, além de enfrentá-las por meio do diálogo inter-religioso;
3) Apoiar Organizações da Sociedade Civil, articuladas e representadas no PAD, a protagonizarem a formulação e proposição no campo da Cooperação Internacional, tendo em vista a garantia dos Direitos Humanos.
ABRANGÊNCIA E PÚBLICO
A ação desenvolvida por CESE e PAD se circunscreve ao Cerrado, mas reverbera denúncias e anúncios para além das fronteiras geográficas a partir de processos de incidência que visam contribuir com o rompimento da invisibilidade do Cerrado. Serão beneficiadas diretamente com o projeto aproximadamente 8 mil pessoas integrantes de organizações, movimentos sociais, redes, articulações, representantes de povos e comunidades tradicionais que vivem e/ou atuam no Cerrado, com atenção especial a mulheres e juventudes. Além disso serão também envolvidas diretamente 48 organizações e redes da sociedade civil articuladas pelo PAD.
APOIO
HEKS/EPER Em mais de 30 países em quatro continentes, HEKS/EPER apoia projetos de cooperação para o desenvolvimento para combater a pobreza e a injustiça e defende uma vida digna para todas as pessoas. Ao mesmo tempo, HEKS/EPER luta por uma mudança sistémica através do seu trabalho de desenvolvimento – na Suíça e em todo o mundo. HEKS/EPER presta assistência humanitária em todo o mundo às vítimas de catástrofes causadas por riscos naturais e conflitos armados e apoia o trabalho diaconal das igrejas na Europa Oriental e no Médio Oriente. Através dos seus programas na Suíça, HEKS/EPER defende os direitos e as causas dos refugiados e das pessoas socialmente desfavorecidas. Nos seus projetos em todo o mundo e no seu trabalho de sensibilização em torno de temas de desenvolvimento e de política social na Suíça, HEKS/EPER coloca a ênfase nas quatro prioridades da justiça climática, o direito à terra e à alimentação, à fuga e à migração, e à integração.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
A família CESE também faz parte do movimento indígena. Compartilhamos das mesmas dores e alegrias, mas principalmente de uma mesma missão. É por um causa que estamos aqui. Fico muito feliz de poder compartilhar dessa emoção de conhecer essa equipe. Que venham mais 50 anos, mais pessoas comprometidas com esse espírito de igualdade, amor e fraternidade.
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
A relação de cooperação entre a CESE e Movimento Pesqueiro é de longa data. O apoio político e financeiro torna possível chegarmos em várias comunidades pesqueiras no Brasil para que a gente se articule, faça formação política e nos organize enquanto movimento popular. Temos uma parceria de diálogos construtivos, compreensível, e queremos cada vez mais que a CESE caminhe junto conosco.
Quero muito agradecer pela parceria, pelo seu histórico de luta com os povos indígenas. Durante todo o tempo que fui coordenadora executiva da APIB e representante da COIAB e da Amazônia brasileira, nós tivemos o apoio da CESE para realizar nossas manifestações, nosso Acampamento Terra Livre, para as assembleias locais e regionais. Tudo isso foi muito importante para fortalecer o nosso protagonismo e movimento indígena do Brasil. Deixo meus parabéns pelos 50 anos e seguimos em luta.
Comecei a aproximação com a organização pelo interesse em aprender com fundo de pequenos projetos. Sempre tivemos na CESE uma referência importante de uma instituição que estava à frente, na vanguarda, fazendo esse tipo de apoio com os grupos, desde antes de outras iniciativas existirem. E depois tive oportunidade de participar de outras ações para discutir o cenário político e também sobre as prioridades no campo socioambiental. Sempre foi uma troca muito forte.