TUPINAMBÁS RETOMAM PLANTIOS A PARTIR DE APOIO EMERGENCIAL DA CESE
18 de maio de 2020
“Com as cestas básicas doadas pela CESE, algumas comunidades se sentiram confortadas e fortalecidas para retomar o processo de produção e plantio”, conta Haroldo Heleno, do Conselho Missionário Indigenista (CIMI-Leste), revelando o efeito semente que o apoio da CESE provocou nos povos indígenas do sul da Bahia.
O projeto “Apoio emergencial no combate ao COVID-19 em áreas indígenas no sul e extremo sul da Bahia” foi apoiado dentro do Fundo Emergencial de enfrentamento ao Covid-2019 e, assim, foram adquiridas 250 cestas básicas e beneficiadas, até o momento, 22 comunidades Tupinambás.
Apoio da CESE leva 250 cestas básicas a comunidades Tupinambás do sul da Bahia afetadas pelo Covid-19
O missionário detalha que as áreas priorizadas são do Povo Tupinambá de Olivença e Belmonte no sul da Bahia, que se encontram em maior vulnerabilidade social em razão do isolamento social decorrente da pandemia. “Hoje temos na região cerca de 5 mil Tupinambás confinados em suas aldeias, e muitas famílias já começam a passar necessidade diante da dificuldade de conseguir manter as condições básicas”, relata.

Nesse sentido o foco da ação são as comunidades que vivem no litoral e que sobreviviam basicamente da comercialização de seus artesanatos e da pesca.
Até o momento nenhuma ajuda governamental chegou às aldeias, apesar de reivindicações já terem sido feitas, protesta Haroldo. “A postura da Funai tem sido a de prometer o envio de cestas básicas, mas esta promessa é meio duvidosa diante da postura da Fundação e do Governo Federal em relação aos povos indígenas”, pondera, acrescentando que não tiveram resposta também, até o momento, as solicitações feitas ao Governo do Estado por meio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.
O suprimento das primeiras necessidades dessas famílias foi o efeito direto do apoio da CESE, com as cestas básicas. O missionário também reflete como a rede de apoio de organizações que atuam no campo de direitos são cruciais nesse momento e não podem parar. “A gente [CIMI] vem atuando junto às comunidades que vivem de produção para retomarem as roças. Muitas delas, como a Tucum e Serra do Padeiro, intensificaram a sua produção, as suas vivências e a sua sobrevivência a partir dos alimentos que elas produzem. E isso tem dado resultado”, celebra.
Cacica Jamapoty (Valdelice) da Aldeia Itapoãn – Povo Tupinambá de Olivença (BA)
“Nós estamos vendo comunidades voltando a plantar melancia, feijão, abacaxi, milho”, comemora Haroldo, mostrando o poder que o apoio pontual tem de contribuir para a existência e resistência futura de povos indígenas. “As comunidades beneficiadas têm tido tempo para retomar os plantios, essas produções mais rápidas. E isso tem sido extremamente importante”, agradece o missionário do CIMI.
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Ao longo desses 50 anos, fomos presenteadas pela presença da CESE em nossas comunidades. Nós somos testemunhas do quanto ela tem de companheirismo e solidariedade investidos em nossos territórios. E isso tem sido fundamental para que continuemos em luta e em defesa do nosso povo.
Parabéns à CESE pela resistência, pela forte ancestralidade, pelo fortalecimento e proteção aos povos quilombolas. Onde a política pública não chega, a CESE chega para amenizar os impactos e viabilizar a permanência das pessoas, das comunidades. Que isso seja cada vez mais potente, mais presente e que a gente encontre, junto à CESE, cada vez mais motivos para resistir e esperançar.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
Há vários anos a CESE vem apoiando iniciativas nas comunidades quilombolas do Pará. A organização trouxe o empoderamento por meio da capacitação e formação para juventude quilombola; tem fortalecido também o empreendedorismo e agricultura familiar. Com o apoio da CESE e os cursos oferecidos na área de incidência política conseguimos realizar atividades que visibilizem o protagonismo das mulheres quilombolas. Tudo isso é muito importante para a garantia e a nossa permanência no território.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Há muito a celebrar e agradecer! Nestes anos todos, a CESE tem sido uma parceira importantíssima dos movimentos e organizações populares e pastorais sociais. Em muitos casos, o seu apoio foi e é decisivo para a luta, para a vitória da vida. Faz as exigências necessárias para os projetos, mas não as burocratiza nem as excede. O espírito solidário e acolhedor de seus agentes e funcionários faz a diferença. O testemunho de verdadeiro ecumenismo é uma das suas marcas mais relevantes! Parabéns a todos e todas que fazem a CESE! Vida longa!
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE