<a href="https://www.cese.org.br/conic-passa-a-integrar-o-conselho-nacional-de-direitos-humanos/"><strong>CONIC passa a integrar o Conselho Nacional de Direitos Humanos</strong></a>
23 de novembro de 2020
Na última sexta-feira, 20 de novembro, foi realizada a eleição que escolheu organizações da sociedade civil e movimentos sociais eleitos para o Biênio 2020-2022 do colegiado do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH).
As entidades habilitadas no processo seletivo elegeram, em ambiente virtual, 18 representações para o Conselho, sendo nove titulares e nove suplentes, para um mandato de dois anos. Entre as eleitas está o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) – como suplente.
Com participação recorde, a eleição do CNDH habilitou 136 entidades de abrangência nacional e com relevantes atividades relacionadas à defesa dos direitos humanos para participar da eleição.
O presidente do CNDH, Renan Sotto Mayor, parabenizou as instituições eleitas, titulares e suplentes, e todas que participaram das eleições. “A participação da sociedade civil no CNDH é fundamental para que ele siga sendo uma caixa de ressonância da sociedade. O CNDH é um órgão de Estado em que a sociedade civil tem um papel fundamental para efetivação de direitos humanos”, afirmou.
A secretária-geral do CONIC, pastora Romi Bencke, reafirmou a importância do CNDH. “Participar da eleição para o colegiado do CNDH é uma forma de reafirmar a importância dos Direitos Humanos. Num mundo onde muitas vezes a existência do ‘outro’ é negada, cabe-nos, enquanto organismo ligado às igrejas, lutar contra ‘leis injustas, que escrevem decretos opressores’, privam ‘os pobres dos seus direitos e da justiça’ e fazem com que ‘viúvas e órfãos’ sejam roubados. Estamos ao lado das minorias, e só descansaremos no dia em que vermos a justiça brotar ‘qual riacho que não seca’”, declarou.
O edital seguiu a Lei nº 12.986, de 02 de junho de 2014, a Resolução nº 01, de 09 de junho de 2015, que dispõe sobre o Regimento Interno do CNDH, e a Resolução nº 07, de 09 de agosto de 2018, que aprova o Regulamento das Eleições da sociedade civil no CNDH, com a alteração dada pela Resolução n.º 28, de 07 de agosto de 2020.
Confira a lista completa dos(as) eleitos(as):
Titulares em ordem alfabética
1. Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB
2. Associação Nacional dos Atingidos por Barragens – MAB
3. Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil – UNISOL Brasil
4. Central Única dos Trabalhadores – CUT
5. Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ
6. Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC
7. Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
8. Plataforma Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais – DHESCA
9. União Brasileira de Mulheres – UBM
Suplentes em ordem alfabética
1. Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos – ABGLT
2. Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – ANCED/Seção DCI Brasil
3. Casa Brasileira de Pesquisa e Cooperação (MST)
4. Coletivo Nacional de Juventude Negra – ENEGRECER
5. Conselho Federal de Psicologia – CFP
6. Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC
7. Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM)
8. Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua – MNMR
9. Movimento Nacional População de Rua – MNPR
Com informações do CONIC e do CNDH
VEJA O
QUE FALAM
SOBRE NÓS
Conheço a CESE desde 1990, através da Federação de Órgãos para Assistência Social (FASE) no apoio a grupos de juventude e de mulheres. Nesse sentido, foi uma organização absolutamente importante. E hoje, na função de diretor do Programa País da Heks no Brasil, poder apoiar os projetos da CESE é uma satisfação muito grande e um investimento que tenho certeza que é um dos melhores.
Eu preciso de recursos para fazer a luta. Somos descendentes de grupos muito criativos, africanos e indígenas. Somos na maioria compostos por mulheres. E a formação em Mobilização de Recursos promovida pela CESE acaba nos dando autonomia, se assim compartilharmos dentro do nosso território.
A CESE não está com a gente só subsidiando, mas estimulando e fortalecendo. São cinquenta anos possibilitando que as ditas minorias gritem; intervindo realmente para que a gente transforme esse país em um lugar mais igualitário e fraterno, em que a gente possa viver como nos quilombos: comunidades circulares, que cabe todo mundo, respirando liberdade e esperança. Parabéns, CESE. Axé e luz para nós!
Minha história com a CESE poderia ser traduzida em uma palavra: COMUNHÃO! A CESE é uma Família. Repito: uma Família! Nos dois mandatos que estive como presidente da CESE pude experimentar a vivência fraterna e gostosa de uma equipe tão diversificada em saberes, experiências de fé, histórias de vida, e tão unida pela harmonia criada pelo Espírito de Deus e pelo único desejo de SERVIR aos mais pobres e vulneráveis na conquista e defesa dos seus direitos fundamentais. Louvado seja Deus pelos 50 anos de COMUNHÃO e SERVIÇO da CESE! Gratidão por tudo e para sempre!
Nós, do SOS Corpo, mantemos com a CESE uma parceria de longa data. Temos objetivos muito próximos, queremos fortalecer os movimentos sociais porque acreditamos que eles são sujeitos políticos de transformação. Seguiremos juntas. Um grande salve aos 50 anos. Longa vida à CESE
A CESE foi criada no ano mais violento da Ditadura Militar, quando se institucionalizou a tortura, se intensificaram as prisões arbitrárias, os assassinatos e os desaparecimentos de presos políticos. As igrejas tiveram a coragem de se reunir e criar uma instituição que pudesse ser um testemunho vivo da fé cristã no serviço ao povo brasileiro. Fico muito feliz que a CESE chegue aos 50 anos aperfeiçoando a sua maturidade.
Eu acho extraordinário o trabalho da CESE, porque ela inaugurou outro tipo de ecumenismo. Não é algo que as igrejas discutem entre si, falam sobre suas doutrinas e chegam a uma convergência. A CESE faz um ecumenismo de serviço que é ecumenismo de missão, para servir aos pobres, servir seus direitos.
Somos herdeiras do legado histórico de uma organização que há 50 anos dá testemunho de uma fé comprometida com o ecumenismo e a diaconia profética. Levar adiante esta missão é compromisso que assumimos com muita responsabilidade e consciência, pois vivemos em um país onde o mutirão pela justiça, pela paz e integridade da criação ainda é uma tarefa a se realizar.
A CESE completa 50 anos de testemunho de fé ativa no amor, faz jus ao seu nome. Desde o início, se colocou em defesa dos direitos humanos, denunciou atos de violência e de tortura, participou da discussão de grandes temas nacionais, apoiou movimentos sociais de libertação. Parabéns pela atuação profética, em prol da unidade e da cidadania. Que Deus continue a fazer da CESE uma benção para muitos.
Viva os 50 anos da CESE. Viva o ecumenismo que a organização traz para frente e esse diálogo intereclesial. É um momento muito especial porque a CESE defende direitos e traz o sujeito para maior visibilidade.