Quilombo Rio dos Macacos resiste a acordo que impede acesso à água

A tarde desta terça-feira (13) foi de discussão e nenhum acordo que beneficiasse a comunidade quilombola de Rio dos Macacos – localizada na mesma área que a Vila Naval da Marinha, em Simões Filho. Representantes de diversas instituições governamentais participaram da reunião para discutir a proposta, feita pela Marinha, que retira direitos destes povos.

O acordo propõe que a comunidade só tenha acesso a água até que políticas públicas sejam implantadas, como construção de casas de alvenaria e ações para promoção de renda, como construção da casa de farinha e de polpas. As ações teriam dotação orçamentária da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi-BA).

Logo após a inserção dessas políticas públicas no território, a Marinha construiria um grande muro para evitar que os/as moradores/as acessem a água da barragem Rio dos Macacos e outras regiões do território. A comunidade não concorda com a exclusão do acesso ao rio, local onde pescam e retiram água para sobrevivência, “pois ninguém sobrevive sem acesso à água”, dizem lideranças locais.

A Sepromi garante que serão disponibilizados R$8 mi para promoção dessas melhorias, mas que o valor só seria liberado após titulação das terras – em processo no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Outro problema é que não há tempo hábil para a execução dos recursos este ano e também não há garantia de disponibilidade, pela Sepromi, para o próximo.

“O governo tem a obrigação de garantir nossos direitos. Só peço que façam o trabalho de vocês. Nós vamos morrer se tirarem nosso território. A Justiça não vai dizer a mim, nem a minha família como eu devo viver”, disse Rosemeire dos Santos, mais conhecida como Rose, liderança da comunidade aos presentes.


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