Insegurança alimentar se agrava no Brasil e a fome segue crescendo – Movimentos Sociais | Notícias | Cese | Coordenadoria Ecumênica de Serviço

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Data: 14.06.22

Insegurança alimentar se agrava no Brasil e a fome segue crescendo

Pesquisa realizada pela Rede PENSSAN, com apoio do Instituto Ibirapitanga, mostra que só 4 entre 10 famílias conseguem acesso pleno à alimentação

Olhamos para a fome quando os dados (alarmantes) do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (I VIGISAN) foram publicados em 2021. Naquele contexto, vimos que a fome havia retornado aos patamares de 2004.

Em 2022, a nova edição da pesquisa, desenvolvida pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN), como parte do projeto VIGISAN, mostra que a insegurança alimentar se tornou ainda mais presente entre as famílias brasileiras.

O número de domicílios com moradores passando fome saltou de 9% (19,1 milhões de pessoas) para 15,5% (33,1 milhões de pessoas). São 14 milhões de novos brasileiros/as em situação de fome em pouco mais de um ano.

A continuidade do desmonte de políticas públicas, a piora na crise econômica, o aumento das desigualdades sociais e o segundo ano da pandemia da Covid-19 mantiveram mais da metade (58,7%) da população brasileira em insegurança alimentar, nos mais variados níveis de gravidade.

“A publicação da pesquisa reforça a importância da produção de dados atualizados e confiáveis para informar políticas e programas de combate à fome. Em 2022, ano de eleições, esta iniciativa também deve servir como ferramenta para que as agendas das candidaturas favoreçam a construção de políticas públicas orientadas a assegurar a oferta de alimentos de qualidade, combatendo simultaneamente a fome e as doenças produzidas por uma alimentação inadequada”, afirma Andre Degenszajn, diretor-presidente do Instituto Ibirapitanga. Para ele, “em tempos de franca crise socioambiental, a fome deve ser enfrentada com base em sua multifatorialidade, abordando as transformações dos sistemas alimentares para a redução de impactos sobre as mudanças climáticas, para o cuidado com a saúde das pessoas, para uma economia sustentável e, finalmente, pela construção de relações sociais justas e equitativas”.

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